segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Mergulhar sem deixar de respirar

Pensamentos embaralhados, 

Coração acelerado. 

Qual a razão existente no acelerar do coração? 


Escolhas? Opções? 

Decisão ou indecisão?  

Racionalidade ou sentimentalismo? 

Firmeza ou frieza? 


Uma atitude gera tantas indagações... 

Quantas palavras soltas! 

O ser humano tem uma capacidade incrível de fantasiar, 

Fato. 


Uma pessoa quando mergulha acredita 

Que pra superfície vai voltar 

E o ar não vai lhe faltar. 

Normalmente, isso realmente acontece... 


Porém as pessoas são diferentes, 

Umas conseguem ficar mais tempo em baixo d’água 

Outras menos... 

E assim é a vida. 


E o que que isso tem haver com o coração? 

Nada e tudo... 

Se o coração parar a respiração também para 

E às vezes sua respiração acelera assim como seu coração. 


Você mergulha, se joga. 

A respiração torna-se dificultosa 

E o seu coração então começa a pulsar de forma acelerada 

Depois disso... já era, quer dizer, ai que tudo começa... 


As indagações tornam-se mais frequentes, 

As certezas são incertas, 

E as atitudes complementam (ou não) as palavras, 

Que quase sempre são belas. 


E ai as fantasias incrementam (demasiadamente) seus pensamentos. 

Quando a ilusão é boa 

A verdade parece não importar... 

É tudo tão belo e “real” (?) 


Mas por mais envolvente que o mergulhar lhe pareça, 

O oxigênio em algum momento vai lhe faltar; 

Todas as pessoas em algum momento precisam pra superfície voltar 

E ai o seu pulsar irá se estabilizar, provavelmente. 


Nesse momento as palavras se perdem e são levadas ao vento 

O sentimento não se perde, 

Mas se firma, alicerçado nos momentos (sejam bons ou ruins) 

E a “ilusão” não se sustenta só, mesmo que você queira. 


Suas indagações, você, precisa responder...  

Uma decisão precisa tomar, 

(Mesmo que opte por caminhar nas indecisões) 

Seja firme, mas não deixe seu coração esfriar. 


Ainda que digam o contrário, 

Atitudes racionais não são, necessariamente, frias. 

O coração continua a pulsar! 

Contudo nem todos vão perceber quando ele... enfim... 


Enquanto isso, vamos vivendo, 

Aprendendo, 

Enquanto o coração pulsar ainda podemos mergulhar! 

(Mais fundo ou menos... até onde nossa imaginação nos levar, mas não deixe de respirar).
 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

E se minhas férias fossem mais relevantes

A UERJ continua com sua ousadia e assim nós meros universitários uerjianos continuamos com nossas férias atípicas. Já que minhas férias seriam atípicas resolvi então aproveitá-las de uma forma diferente desta vez. 

Decidi dedicar parte do meu tempo contribuindo de alguma forma com meus amigos alfaeomeguenses de outras universidades que por acaso não estavam de férias, mas eu não tinha ideia de como seria... Então, por providência Divina surgiu a “Semana do Estudante”. 

Iniciando minhas férias dei pulo na PUC (um pulo?). Na verdade, dei uma longa volta interminável até chegar a PUC e pra melhorar o tempo estava chuvoso; neste momento admirei ainda mais os missionários que dedicam parte de seu tempo a PUC. Chegando lá, junto com a Érica (missionária), oramos um pouco pela PUC, pelos os universitários e pelo movimento AeO também. 

Antes de iniciar minhas férias eu tive muita vontade de ir a PUC e por não ter ido ao EUC (Encontro de Universitários Cristão), pensei que participar da Campanha “E se...” na PUC iria me ajuda, pelo menos, a ver a continuação do EUC. Ver a motivação do pessoal da PUC é contagiante e mesmos com os contratempos o desejo de fazer a vontade dEle não foi alterado, talvez tenha sido até mais estimulador. Às vezes não entendemos de imediato o agir dEle, mas com certeza é sempre um aprendizado caminhar com Ele mesmo quando reclamamos de algumas coisas que não acontecem como queríamos. 


Ainda nas férias pude também participar da Calourada pela paz na UVA, promovida pelo AeO UVA-CEFET. Foi uma experiência muito boa e gratificante! Confesso que primeiro tive que vencer minha preguiça... No dia 04/09 acordei um pouco antes das 6h e ao olhar pela janela do quarto, vi que chovia. Ainda deitada falei pra Deus: “É sério, Pai?”. É, e o pior foi que eu que me coloquei disponível, né? (rs) 



Lá na UVA conversamos com alguns universitários sobre a vida acadêmica, vida pessoal, relacionamentos e claro sobre a vida espiritual também. As pessoas com quem conversei compartilharam um pouco de suas experiências na universidade e algumas até mesmo sobre como tem sido a vida delas aqui no Brasil. (Abordamos alguns estrangeiros! /o\). Saber, de diferentes pontos de vista, um pouco mais daquilo que vivemos diariamente é algo enriquecedor. O pessoal do AeO UERJ foi dar uma força ao pessoal da UVA e CEFET, mas com certeza nós (uerjianos) que ganhamos com esta experiência! 

 

Minhas férias tinha tudo pra ser bem tranquila e parada, afinal não estou estagiando e nem tenho muito dinheiro pra sair. Contudo, quase não fiquei em casa; frequentemente estava pela UERJ. Teve discipulado, reunião de oração e outras reuniões, ida a PUC e a UVA e alguns passeios também. Foram dias muito bons em que Deus me mostrou a necessidade de termos paciência (principalmente quando ficamos parados em um engarrafamento perto da PUC), a não desistir por causa de uma ventania noturna com direito a chuva pela manhã e principalmente que Ele está trabalhando e só precisamos nos juntar a Ele. 

Minhas férias ainda não acabaram e acredito que ainda saberei de muitas novidades com essa campanha “E se...”. E em breve teremos a “Semana do Estudante” na UERJ /o\. Ele é surpreendente ;)


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

E por ouvir Tua voz eu vou

Eu olho a frente e não vejo o chão... 

Nasce em mim uma dúvida: 

Será que a frente tem uma longa estrada 

Ou um grande abismo. 


Não vejo nada além da névoa, 

Mas ouço uma voz. 

E essa voz não me diz vai simplesmente, ela diz vem. 

Sim, Ele está logo ali a frente! 


É uma voz que eu conheço e é de Alguém em quem confio. 

Uma voz que transmite amor 

E mesmo sem me despir totalmente dos meus medos e incertezas... 

Eu vou! 


Ouvir esta voz e caminhar confiando nesta voz 

Traz-me confiança. 

E mesmo não vendo o chão, eu sigo de passo em passo 

E parte da estrada vou deslumbrando, a cada passo! 


Às vezes penso que não vou conseguir... 

Eu ainda não vejo a estrada 

E isso me traz incertezas... 

Mas, Você continua me dizendo “vem”.  


Às vezes eu acho que vou cair 

E não conseguirei prosseguir... 

Mas, Tu dizes: não temas, 

Eu te ajudo. 


Eu não resisto (e nem quero resistir) a Tua voz 

E é por isso que eu vou! 

Um passo de cada vez... 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O tempo passa e a gente nem vê

As crianças crescem, 

Os adultos envelhecem, 

O sol e a lua se revezam para o céu enfeitar 

E a gente? 

A gente nem sempre percebe. 


Árvores crescem outras são derrubadas, 

Constrói-se uma rua e uma avenida é interdita, 

Surgem novos prédios e casas são demolidas. 

Junto com o passar do tempo as coisas vão mudando, 

Contudo, nem sempre a gente percebe! 


Pequenos detalhes que são de fato importantes, 

Grandes coisas que na verdade são irrelevantes. 

A contradição vivida em um mundo cada vez mais contraditório 

E às vezes, tudo não passa de uma perda de tempo... 

E a gente não percebe (?) 


Neste mundo de contradições, talvez eu não seja uma exceção, 

Ainda que eu perceba e viva esta passagem do tempo 

Ao invés de ficar apenas observando de fora, 

Continuo perdendo tempo... 

(assim como você que está lendo isso com tantas outras coisas pra fazer).  


As crianças continuam crescendo, 

Os adultos envelhecendo 

E o céu todos os dias apresentando-se diferente (ainda que sejam o mesmo sol, a mesma lua e as mesmas estrelas). 

E a gente? 

A gente pode contemplar, acompanhar e viver. 


Decidi investir meu tempo no que é eterno, 

Mas, não deixei de viver o que é efêmero! 

Até porque minha própria vida aqui é efêmera, 

Porém, eu vivo pelo Eterno.


domingo, 27 de abril de 2014

Seres Humanos, Animais (Racionais)!

Eu sonhava e realmente acreditava que os erros já cometidos nos serviriam de exemplo e aprenderíamos com eles, que um dia a gente enxergaria as pessoas, daríamos valor a nossa vida e a dos outros também... que o ser humano teria valor, seríamos realmente humanos. 

Mas eu vejo o futuro seguindo os exemplos que já deram errado no passado. Não  nos importamos com os outros... Isso me assusta! 

Eu buscava encontrar em sorrisos a realidade vivida, vê no olhar que brilha uma verdade transmitida... Mas as pessoas fingem sorrisos, mentem olhando nos olhos.  Se o cenário que vivemos é ruim aprendemos a nos moldar a ele... 

Já cheguei a duvidar se realmente somos racionais, as vezes acho que nossos extintos animais falam mais altos. Deixamos de defender a nossa espécie, brigamos entre nós mesmos... Parece que lutamos pela sobrevivência do nosso clã particular. 

Nossa espécie está dividida e isso parece que já está até sendo transmitido pelo nosso DNA. A geração que nasce desde de cedo "aprende" a se defender e olhar só para si. Mesmo que isso atinja outras pessoas, afinal elas são apenas "os outros"... Somos diferentes? 

O que nos pulsa no peito é um coração e nas veias, independente do fator, é o sangue que circula. 

Meu medo é que apenas o "clã" que não se preocupa com quem esteja atingindo sobreviva e faça o futuro. Um futuro no qual os seres humanos estejam extintos; pelo menos o ser humano inicial ( a imagem e semelhança de Deus). 

Eu me entristeço ao ver crianças e adolescentes agindo de forma tão agressiva e violenta... É o futuro da nossa espécie! 

Mas em contrapartida eu renovo minha esperança e por um instante até esqueço a nossa atual realidade ao ver o sorriso de uma criança, o brilho no seu olhar, a sua ingenuidade... 

Não tenho medo de chorar, de sentir dor, me revoltar e até mesmo de morrer. Meu medo é um dia eu deixar de me importar, me conformar... de me preocupar só com aqueles que pertencem ao meu "clã".

sábado, 22 de março de 2014

Não caminho por caminhar


Sabe, as vezes não é tão fácil o caminhar

Eu sei que é em frente que devo seguir,

Mas as vezes há atalhos atrativos...

Virar aqui ou ali, até parece ser "melhor".


E ao seguir por esses atalhos acabo me afastado de Ti.

E não é isso que eu quero!

Por isso eu sei que é em frente que devo seguir,

Contudo ainda há muitos obstáculos pelo caminho e as vezes eu penso em parar.

 

Deparando-me com uma muralha, logo penso em desistir,

Mas Tua voz me diz pra prosseguir...

E quando olho em volta vejo que posso escalar, basta apenas eu tentar 

E essa muralha enfim consigo ultrapassar! (Tu sempre estas a me ajuda, mas eu nem percebo!)

Continuo assim a caminhar e as dificuldades não param de chegar.

 


 

 

 



E com pouco tempo que a muralhar ultrapassei, esqueço-a.

E uma simples pedra me faz reclamar e até, novamente, pensar em parar,

Sinto-me incapaz e sem forças pra continuar.

Porém novamente, Tu me lembras que é possível e esse obstáculo posso facilmente contornar,

Mas para isso eu preciso estar de pé e ao invés de reclamar eu deveria continuar a caminhar!

 

Levanto-me com um novo ânimo e consigo mais um pouco prosseguir.

E de repente talvez eu comece a questionar, 

Esqueço-me de tudo que passei (a verdade é que facilmente esqueço-me das coisas que já fizeste por mim). 

E com meus olhos olho em volta. 

Percebo que eu nem sei o que vou encontrar ao longo desta estrada. 

E tão longa que nem mesmo a vejo totalmente...

 

E Tu continuas me dizendo para seguir,

Mas para isso eu preciso confiar em Ti e depender de Ti!

Tu exiges de mim passos de fé...

A princípio eu receio, mas Teu amor me constrange fazendo-me continuar.

 

Ando pela fé

E as vezes ainda fico meio confusa, mas aprendi a confiar!

Eu sei que há ainda muito para caminhar e por isso continuo a prosseguir.

E minha motivação é a certeza de que logo ali no fim da estrada encontrar-Te-ei e para sempre Contigo estarei!



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Nos mínimos detalhes


Com tanto nitrogênio no ar, 

Com tanto carbono por ai 

Há oxigênio que prefere ficar só com seus semelhantes

E há ainda os que procuram com hidrogênios se relacionar. 

 

Eu acho que o oxigênio, assim como outros elementos e moléculas 

Possuem um comportamento bem próximo ao nosso. 

Há os que preferem se juntar com os iguais, 

Alguns buscam “alguém” maior ou menor 

Às vezes para uma melhor estabilidade aceitam até compartilhar. 

 

Diferente das moléculas nós pensamos (Eu ainda acredito nisso!) 

E racionalmente “escolhemos” nossos relacionamentos. 

E as moléculas não agem também de forma aleatória, 

Há muitos fatores que contribuem pra uma ou outra configuração. 

 

E assim por acaso esses fatores contribuem para que o oxigênio forme O2 

Mesmo com tanto nitrogênio disponível no ar. 

Por acaso também há moléculas de O2 que não “reagem” com a água 

Acho que nossos seres aquáticos aeróbios os agradecem por permanecerem apenas dissolvidos na água. 

 

Existem muitos outros acasos na vida... 

E o mais engraçado é como eles contribuem para uma certa estabilidade, 

Como contribuem até mesmo para a nossa existência e dos demais seres vivos. 

Diria até que são acasos bem convenientes! 

 

E em todos esses pequenos “por acasos” da vida 

Na verdade eu vejo o seu agir.

Ele conhece aquilo que ainda nem sabemos como estudar direito. 

Foi Ele quem criou... 

 

Nos mínimos detalhes eu vejo o agir do Criador!

A Simple Bird




I’m a bird 

A freed bird around the world... 

But I’m not a big bird 

I’m a small and fragile bird. 

And in this world there are many, many traps. 

 

I know that is dangerous, 

But freedom is fascinating 

The fragrance of flowers is really engaging. 

The world is beautiful 

I can’t resist... So I fly!  

 



 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Chuva de verão

No céu hoje a lua já não está a encantar,

As nuvens acinzentadas tomaram o seu lugar

Nem mesmo as estrelas estão a brilhar.

 

Já posso senti a terra levantar um cheiro característico,

É um indício de que a chuva já começa a cair...

E mesmo com tanto asfalto,

Percebo que a chuva conseguiu encontrar um pouco de terra pra regar.

 

A noite não está fria

E a chuva a cair parece-me um convite,

Mas confesso que reprimi-me...

Continuei da janela apenas a observar!

 

Com pouco tempo passado

A única luz que me restara fora de uma pequena vela,

Nesta cidade grande repleta de asfalto e concreto 

A chuva traz a falta de luz e as vezes até inundações...

 

A minha frente restara apenas umas folhas e uma caneta.

O único som que ouvia era da chuva caindo,

Minha iluminação era a luz de vela (que neste momento já estava gasta!)

Pensei que poderia escrever ou talvez desenhar, afinal esse cenário era inspirador (pelo menos pra mim).

Mas resolvi apenas admirar!

 

Antes que a vela acabasse a luz voltou,

A chuva cessou,

Até o cheiro de terra molhada acabou,

Mas minha lembrança ficou.

 

Era apenas uma chuva de verão...